Multidão invade aeroporto na Rússia para caçar judeus de voo proveniente de Israel

Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas após um grupo de manifestantes invadir um aeroporto em busca de judeus provenientes de um voo de Israel com destino à República Russa do Daguestão, na manhã de domingo (29).

O Daguestão é uma república russa de maioria muçulmana, situada no sudoeste do país.

O incidente ocorre em meio a uma onda de antissemitismo que surge em diversos países da Europa e nos EUA.

O avião foi forçado a mudar sua rota planejada para a capital Makhachkala devido a manifestantes pró-palestinos que invadiram o aeroporto, tentando atacar os passageiros israelenses que estavam chegando, segundo relatado por diversas fontes.

Imagens nas redes sociais mostraram uma multidão invadindo o terminal de aeroporto após saber da chegada do voo. Posteriormente, o grupo invadiu a pista de pouso. O aeroporto precisou ser temporariamente fechado.

Segundo o The Guardian, as pessoas locais cercaram um hotel em busca de hóspedes judeus, antes de invadirem o aeroporto depois que surgiram relatórios de que um voo de Tel Aviv estava prestes a pousar.

Maioria muçulmana

Segundo relatos, os israelenses no local foram ameaçados. Algumas cenas mostram os invasores entrando em salas do aeroporto como se estivessem caçando suas presas.

Segundo o Guardian, os passageiros foram forçados a refugiar-se em aviões ou a esconder-se no aeroporto por medo de serem atacados.

A maioria da população do Daguestão é muçulmana. De acordo com o Canal 12, a multidão era aparentemente composta em grande parte por expatriados palestinos.

Após aterrissar em um aeroporto alternativo, o avião enfrentou tumultos semelhantes, conforme informado pelo Canal 12.

Os passageiros receberam instruções para permanecerem a bordo, enquanto a força policial foi mobilizada para protegê-los, informou o Jerusalem Post.

A agência de notícias RIA disse que nove policiais ficaram feridos, dois dos quais estavam sendo tratados no hospital. Os passageiros no avião estavam seguros, disseram as forças de segurança à Reuters.

Sessenta pessoas foram detidas mais tarde, disse a RIA nesta segunda-feira (30), informando que 150 dos manifestantes tinham sido identificados.

O Centro de Coordenação para Muçulmanos do Norte do Cáucaso condenou a ação e destacou que a violência “é contrária ao espírito da religião islâmica e às tradições dos povos do Norte do Cáucaso. O antissemitismo não tem lugar na multinacional do Norte do Cáucaso.”

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