Desde 1996, a Unesco escolheu 16 de novembro para ser o Dia Internacional da Tolerância. A data serve para lembrar ao mundo a importância do respeito às diferenças culturais. A intolerância religiosa é um empecilho que atinge 360 milhões de cristãos hoje.

Por mais de uma década, Adolfina e sua família enfrentaram as consequências desse tipo de intolerância. Eles viviam em uma comunidade indígena no Sul do México e por seguir a Jesus eram vistos como traidores.

Destruição do templo

Em 2010, o pastor Imeldo, marido de Adolfina, foi preso por organizar cultos dominicais no vilarejo. “Não queremos outra religião aqui, então é melhor vocês irem para outra cidade”, as autoridades disseram ao pastor Imeldo. Enquanto estava detido, o templo da igreja foi destruído. A ação causou grande dor para o casal, que levou anos para construir o edifício e não tinha recursos para reerguê-lo.

Quando saiu da prisão, o pastor foi expulso do vilarejo. Ele procurou a ajuda de autoridades de uma cidade vizinha para defender seus direitos e Adolfina ficou sozinha no vilarejo. Como estava só, as pessoas foram até a casa de Adolfina e à casa de outros membros da igreja para gritar contra eles e pressioná-los a renunciar à fé em Jesus. Caso não obedecessem, todos os serviços básicos, como saúde, seriam cortados.

Adolfina não aguentou ficar sozinha no vilarejo. Ela e as filhas deixaram todos os pertences e a casa da família para trás e fugiram para encontrar o pai na cidade. Mesmo com documentos que garantiam que a família poderia retornar ao vilarejo em 2011, as autoridades não aceitaram a família nem os documentos que apresentaram.

Apoio da Portas Abertas

A família de Adolfina clamou a Deus por uma solução durante quase um ano. Em 2012, eles encontraram a Portas Abertas e abriram um processo para que fossem ressarcidos pelos danos causados pela intolerância religiosa. O processo foi lento e teve muitos altos e baixos. Durante todo o período, a família foi assistida financeira e juridicamente pelos parceiros de campo da Portas Abertas.

Em 2020, o pastor Imeldo faleceu de COVID-19 e não pôde ver a justiça se cumprir, mas a filha do casal continuou com o processo. Apenas este ano, em 2023, um novo líder local concordou em cumprir a medida que a corte estabeleceu. A expectativa é que em janeiro de 2024, o valor para cobrir os prejuízos ao templo e à família de Adolfina sejam totalmente pagos.

Atualmente, a única fonte de renda da cristã são as galinhas que cria em casa e vende todos os dias de manhã. Ela teve que enfrentar a morte do marido, a perda da igreja e da casa, mas enfrenta todas as provações com coragem e força do Espírito Santo e espera que um dia possa usufruir da liberdade religiosa no México.

Fonte: Portas Abertas

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