Estudo: Geração Z quer menos cenas de sexo em programas de TV e filmes

Um novo estudo revelou que a Geração Z —  aqueles nascidos entre o final de 1990 e início de 2010 — não está interessada em cenas de sexo explícito nos programas e filmes que assistem.

O relatório “Teens & Screens” deste ano, realizado por pesquisadores da universidade UCLA, entrevistou 1.500 pessoas com idades entre 10 e 24 anos, com a participação de 100 jovens de cada faixa etária. 

A pesquisa descobriu que eles preferem ver menos sexo em programas de TV e filmes, e assistir a mais conteudos de amizades, assim como de relacionamentos platônicos.

Quase metade dos jovens entre 13 e 24 anos acha que o romance é usado de forma excessiva na mídia (44,3%) e que o sexo é desnecessário na trama da maioria dos programas de TV e filmes (47,5%). A maioria (51,5%) deseja ver mais conteúdos que abordem amizades e relacionamentos platônicos.

“Embora seja verdade que os adolescentes querem menos sexo na TV e no cinema, o que a pesquisa realmente diz é que eles querem mais e diferentes tipos de relacionamentos refletidos na mídia que assistem”, informou a Dra. Yalda T. Uhls, uma das coautoras do estudo.

“Epidemia de solidão”

Estes novos dados surgem num momento em que Hollywood aumenta o seu conteúdo sexualizado com diversos filmes e séries contendo cenas de sexo explícitas.

Segundo a Dra. Yalda, parte do interesse dos jovens se deve ao fato de a Geração Z lidar com uma “epidemia de solidão”. Com isso, eles querem ver vidas como as suas retratadas na tela

“Sabemos que os jovens sofrem uma epidemia de solidão e procuram modelar a arte que consomem. Embora alguns contadores de histórias usem o sexo e o romance como um atalho para a conexão entre os personagens, é importante para Hollywood reconhecer que os adolescentes querem histórias que reflitam todo o espectro dos relacionamentos”, explicou ela

De acordo com a UCLA, as preferências de mídia dos adolescentes em 2023 inclinam-se para o que é familiar. 

Stephanie Rivas-Lara, primeira autora do estudo, contou que há um “amplo discurso entre os jovens sobre o significado da comunidade após a Covid-19 e o isolamento que a acompanha”.

“Os adolescentes olham para os meios de comunicação social como um ‘terceiro lugar’ onde podem se conectar e ter um sentimento de pertencimento, e com notícias assustadoras sobre alterações climáticas, pandemias e desestabilização global, faz sentido que estejam procurando o é mais familiar nesses espaços”, concluiu Stephanie.

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