Cristãos são despejados após igreja doméstica ser descoberta na China

O Partido Comunista Chinês (PCC), proibiu a Igreja Cristã Huajing de Guangzhou a continuar suas atividades. O governo emitiu um aviso em agosto deste ano, alegando que a congregação doméstica se tratava de uma “organização social ilegal”. 

“A Igreja Cristã Guangzhou Huajing realizou atividades em nome de uma organização social sem registro. De acordo com a lei, cai na categoria de organização social ilegal. Depois de investigar, foi decidido proibi-la”, afirma o aviso emitido pelo governo do distrito de Tianhe. 

A igreja foi fundada em 2000 e tem como pastor principal Cao Wen. As autoridades perseguiram a congregação inúmeras vezes nos últimos 20 anos. 

Em junho de 2015, o governo ordenou que fechassem o local, alegando que participavam de “atividades religiosas ilegais”. Os materiais da igreja foram confiscados e os cristãos foram forçados a se deslocar de uma região para outra.

Da mesma forma, em janeiro de 2019, outro local recebeu o mesmo aviso. Em 19 de agosto de 2023, o PCC proibiu oficialmente a igreja. 

Ameaça aos cristãos

Depois disso, a igreja sofreu o mesmo tratamento que outras congregações domésticas perseguidas ao longo dos anos. 

A polícia ameaçou pastores, pregadores e membros, os forçando a se mudarem. Os crentes foram ameaçados e as suas casas foram invadidas.

Segundo a ChinaAid, as autoridades instalaram câmeras de segurança fora de algumas residências e despejaram líderes e membros.

Nos últimos anos, alguns departamentos governamentais na China suprimiram igrejas domésticas não registradas por inúmeras razões. As autoridades acusaram falsamente muitos deles de “fraude”.

Como aconteceu com os dois últimos encerramentos de igrejas, as autoridades chinesas estão a usando “organização ilegal” como rótulo para reprimir os cristãos.

Sistema de investigação opressivo

De acordo com a ChinaAid, o governo chinês estabeleceu um sistema nacional de investigação, onde contém informações de organizações sociais “legais”, com uma seção chamada “Atualizações de Organizações Sociais na China” disponível para consultas públicas. 

Assim, qualquer igreja que não estiver registada neste sistema poderá ser potencialmente denunciada e considerada uma organização social ilegal, enfrentando, então, a opressão.

A ChinaAid  informou que as autoridades também criaram um “Sistema de Consulta de Informações sobre Pessoal de Escritório” para atingir o clero da igreja doméstica que não é certificado pelas autoridades.

A Early Rain Covenant Church, que sofreu perseguição por vários anos, pediu orações pela Igreja Cristã Guangzhou Huajing: 

“Ore para que o Senhor dê a todos os irmãos e irmãs sabedoria celestial para permanecer firme ao lado do Senhor em uma atmosfera de terror criada pelo diabo. Para confiar uns nos outros pela fé, tolerar uns aos outros no amor e manter a unidade da igreja”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *