Cristãos são chicoteados no Níger e o cristianismo banido de vilarejo

Na fronteira entre Níger e Burkina Faso, os cristãos enfrentam pressão severa de grupos jihadistas por causa da fé em Jesus.

Conforme a Portas Abertas, quatro homens armados entraram na igreja do vilarejo Panpangou e atacaram os cristãos na hora do culto.

Cada um carregava um rifle, uma faca e um chicote. Eles apontaram as armas para a congregação e perguntaram: “Vocês não ouviram que nós proibimos atos cristãos nessa região? Se vocês disserem que não ouviram nosso alerta, estão mentindo para nós”.

‘Homens e mulheres foram chicoteados’

Ao explicar que não haviam recebido nenhum aviso sobre a proibição, os jihadistas retrucaram: “Estamos há três anos nessa área. Como vocês dizem que não sabiam que banimos o cristianismo?”.  

Os homens armados mandaram os cristãos se ajoelharem. Um dos extremistas pegou o chicote e avisou que ia bater nos seguidores de Jesus porque eles não obedeceram às ordens dos extremistas de não mais se reunir nas igrejas.  

As mulheres casadas foram separadas do grupo. Os extremistas afirmaram que não bateriam nelas por causa dos recém-nascidos e das gestantes. Mas as mulheres solteiras foram chicoteadas com os homens.

Cada cristão recebeu dez chibatadas. Entre eles, havia 14 homens e três mulheres. O pastor foi deixado por último e foi chicoteado 30 vezes.

‘Igrejas podem virar mesquitas’

Depois da violência contra os cristãos, os terroristas alertaram que aquele era um aviso de que nenhuma atividade cristã deveria ser feita no vilarejo.

Eles ameaçaram ainda, dizendo que se forem desobedecidos, as igrejas serão transformadas em mesquitas. Depois de saírem da igreja, eles foram a outro templo onde encontraram jovens reunidos em um culto. 

Quando avistaram os extremistas, muitos escaparam pela janela. Mas três moças ficaram para trás e foram chicoteadas oito vezes. Ao partir, os jihadistas ameaçaram destruir o vilarejo.

‘Ameaça de transformar cristãos em muçulmanos’

A Portas Abertas informou que cinco igrejas foram fechadas no vilarejo antes do ataque e que agora não resta nenhuma igreja aberta na região.

O cristianismo não é permitido nas áreas dominadas pelos jihadistas e, além das ameaças de transformar igrejas em mesquitas, eles afirmaram que forçariam os cristãos a se tornarem muçulmanos se fossem encontrados em cultos novamente.  

A maioria dos grupos jihadistas que atua na região são extremistas fulanis que fazem parte do Grande Estado Islâmico do Saara (ISGS, da sigla em inglês). A insegurança e a violência tornaram muitos cristãos em deslocados internos.

Os países vizinhos, que também fazem parte da Lista Mundial da Perseguição 2023, como Burkina Faso e Mali, também estão sob os ataques desses grupos que deterioram a segurança da África Subsaariana a cada dia. A organização pede orações pela Igreja Perseguida no Níger.

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